40ª Assembleia Geral da FAO: o Papa envia mensagem e doa sementes

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O Papa Francisco enviou na segunda-feira, 3 de julho, uma mensagem para a inauguração da 40º assembleia Geral FAO, hoje em Roma, lembrando que a Santa Sé acompanha com muitas atenção quer cooperar para uma real erradicação da fome e não somente orientar objetivos teóricos de desenvolvimento.

O Pontífice também anuncia a contribuição da Santa Sé ao Programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde se somaram os efeitos dos conflitos e das secas.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla do inglêsFood and Agriculture Organization) é uma agência das Nações Unidas que conduz esforços internacionais para erradicar a fome. Servindo países desenvolvidos e em desenvolvimento. Este ano participam do evento mil participantes, incluindo 70 ministros, 15 vice-ministros e um Presidente.

Na mensagem lida pelo secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, o Papa indica que “não basta a intenção de garantir a todos o pão cotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar-se do mesmo”.

E com a capacidade de intervir “quando um país não é capaz de oferecer respostas adequadas à desnutrição devido a seu grau de desenvolvimento, suas condições de pobreza, mudanças climáticas ou insegurança”.

O Papa reconhece que a fome e a desnutrição, não são só “fenômenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma complexa condição de desenvolvimento, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos”. E precisa que “as guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”-

Sem esquecer as pessoas “obrigadas a deixar suas terras em busca de refúgio e esperança de vida”.

O papa indica querer dar com contribuição simbólica da Santa Sé “ao Programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde se somaram os efeitos dos conflitos e das secas”, O que se soma “ao trabalho que a Igreja leva avante segundo a própria vocação de estar ao lado dos pobres da terra”.

Um compromisso -indica o papa- pedido pela Agenda para o desenvolvimento 2030, em que “se reitera o conceito de segurança alimentar como objetivo não adiável”.

Mas só “um esforço de autêntica solidariedade será capaz de eliminar o número de pessoas desnutridas e sem o necessário para viver.”

O papa reconhece que trata-se de “um desafio muito grande para a FAO e toda instituição” na qual “a Igreja se sente engajada na primeira linha”.

Depois da leitura da mensagem, o cardeal anunciou que o Papa visitará novamente a sede da FAO em 16 de outubro, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que este ano propõe a refletir sobre o tema “Mudar o futuro da migração”, por convite do Diretor-Geral, José Graziano da Silva.

Fonte: ZENIT